jun
11
2013

Algumas Considerações a Respeito dos Chacras

Chacra é uma palavra sânscrita usada para designar os centros de força existente nos muitos corpos energéticos do homem. Significa roda em seu original, sendo estudado por muitas culturas, desde a mais tenra antiguidade até os dias de hoje. Como muitas escolas estudaram o assunto, ele ganha diversas feições dependendo da linha de pensamento seguida. Notavelmente no Oriente destaca-se o estudo yogue realizado na Índia, berço do conhecimento em relação aos Chacras.

Nesse sistema os chacras principais são sete, tendo uma infinidade de chacras secundários e terciários, chegando a ponto de dizermos que existe um chacra para cada “poro” do corpo físico. Os sete principais chacras nascem aonde existe o encontro dos nadis (condutos sutis de energia), como os raios no centro de uma roda, assim como os plexos do corpo físico nascem com o encontro dos nervos. Cada um dos sete chacras está ligado também a uma glândula do sistema endócrino.

Vejamos uma descrição dos sete chacras principais, com o seu significado do nome sânscrito, a glândula correspondente, a localização e o nome ocidental. Muladhara – do sânscrito: base fundamental – localizado na base da coluna – chacra básico – ligado às glândulas supra – renais.

Swadhisthana – do sânscrito: morada do prazer – localizado na região do baixo ventre – chacra sexual ou sacro (genésico) – ligado às gônadas.

Manipura – do sânscrito: cidade das jóias – localizado um pouco acima do umbigo – chacra umbilical – ligado à glândula pâncreas.

Anahata – do sânscrito: o Inviolável – localizado no centro do peito – chacra cardíaco – ligado à glândula timo.

Vishuddha – do sânscrito: o purificador – localizado na garganta – chacra laríngeo – ligado à glândula tireóide.

Ajna – do sânscrito: centro de comando – localizado na testa – chacra frontal – ligado à glândula hipófise.

Sahashara – do sânscrito: a lótus de mil pétalas – localizado no topo da cabeça – chacra coronário – ligado à glândula pineal.

Essa é a enumeração mais conhecida a partir dos hindus, mas existem muitas variações. No Oriente, por exemplo, as escolas budistas assim como a tibetana de meditação consideram o chacra básico e sexual unidos formando um só centro. No yoga tibetano considera-se o chacra frontal e coronário como sendo apenas um também. Já na visão ocidental, temos a substituição dos chacra sexual pelo chacra esplênico, notavelmente disseminado através da teosofia e do reverendo C. W. Leadbeater, concepção adotada por quase todos os pesquisadores ocidentais.

Isto aconteceu principalmente devido à repressão sexual existente no ocidente, fato que não existiu no Oriente. Por isso muitos estudiosos como Leadbeater e outros pesquisadores ocidentais acabaram por ignorar o estudo do chacra sexual, por julgarem perigoso, e dedicaram – se ao esplênico, um chacra secundário e na maioria das vezes não citado nas escolas orientais. O problema reside principalmente na confusão que se faz, muitas vezes denominando o chacra esplênico de sexual.

Esplênico vem do inglês, “spleen”, significando baço. O chacra baço é importante no processo de absorção de vitalidade e localiza-se no lado esquerdo do corpo, um pouco abaixo da costela. Não tem nome sânscrito e nem está ligado a uma glândula do sistema endócrino.

Já o chacra sexual é denominado swadhisthana no sânscrito, localiza – se no baixo ventre sendo conhecido também como “ching” no taoísmo, “hara” nas escolas japonesas, chacra sacro, gênito – urinário ou genésico no ocidente. É um chacra responsável tanto por controlar e energizar toda a região genital e sistema urinário, assim como é responsável pela vitalização do feto em formação durante a gravidez. Portanto, é um chacra onde reside a força geradora e criativa do ser humano, além de ser um centro de ativação da energia sexual. Está estritamente ligado ao chacra básico devido a suas funções e tem como elemento simbolizador a água.

No espiritismo Allan Kardec não cita abertamente os chacras, enquanto André Luís através de Chico Xavier os estuda, subtraindo o chacra básico e colocando em seu lugar o esplênico (Entre a Terra e o Céu, Evolução em dois mundos) e citando também o sexual. Talvez assim ele faça para não precisar entrar em assuntos como Kundalini, devido ao condicionamento e estreitamento doutrinário do espiritismo. Também é importante atentar para o fato de que André Luís estuda os chacras localizados no corpo astral (perispírito ou psicossoma), enquanto a maioria dos pesquisadores estudam os chacras etéricos (localizados no duplo etérico). Essas diferenças devem ser levadas em consideração.

Outra confusão muito freqüente é em relação à localização dos chacras. Os chacras acham – se situados nos vários corpos espirituais-energéticos do homem. Temos assim chacras no duplo etérico (chacras etéricos), chacras no corpo astral (chacras astrais), etc. Normalmente quando trabalhamos através de exercícios bioenergéticos estamos trabalhando os chacras localizados no duplo etérico, assim como são eles os chacras ativados e envolvidos durante as manifestações mediúnicas. Deixando claro, nenhum chacra está localizado no corpo físico, mas sim nos corpos espirituais.

O chacra umbilical é muitas vezes chamado ou substituído pelo chacra do plexo solar. Muitos dizem localizar – se dentro do plexo solar, o que não é verdade. Esse chacra está ligado ao plexo solar físico, mas não se encontra dentro do mesmo, situando – se dois dedos acima do umbigo.

O Chacra frontal localiza – se no centro da testa. Muitos o colocam no Trikuti (ponto interciliar) local onde os nadis Ida, Pingala e Sushumna encontram – se para formar apenas um único canal que seguirá até o topo da cabeça.

Por fim, lembramos que os chacras são mais do que centros de força energéticos responsáveis pela absorção e manipulação de energia. São também centros de consciência, trazendo todo um aspecto psicológico, emocional, comportamental em seu desenvolvimento. Vejamos as palavras de Anagarika Govinda a esse respeito:

“Enquanto que, de acordo com as experiências ocidentais, o cérebro é a sede exclusiva da consciência, a experiência yogue mostra que nossa consciência é apenas “uma” entre muitas formas possíveis de consciência, e que esta, de acordo com as funções e natureza, pode ser localizada ou centralizada em vários órgãos do corpo. Estes “órgãos” que coletam, transformam e distribuem as forças que fluem através deles são chamados de chacras ou centros de força. Deles irradiam correntes secundárias de força psíquica, comparáveis aos raios de uma roda, às varetas de um guarda – chuva, ou às pétalas de um lótus”.

Também não atuam isolados sendo que cada centro de força está intimamente ligado ao equilíbrio e funcionamento dos outros. Todos os chacras também já encontram – se “despertos” e “ativos”, caso contrário morreríamos. O que é chamado de ativação dos chacras no estudo espiritualista, é a designação do seu desenvolvimento e do despertar das faculdades anímicas que esse desenvolvimento propicia, além da ampliação do estado consciencial.

O estudo dos chacras é um dos mais importantes, para qualquer pessoa que trabalhe junto da espiritualidade. Deixo abaixo uma pequena bibliografia para quem se interessa pelo assunto e quer começar a estudá-lo.

√ POR FERNANDO SEPE

 

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