mar
22
2013

Bebidas e Cigarros na Umbanda

O fumo, Tabaco, é considerado uma “Erva de Poder”, usada há milênios pelos povos indígenas, considerado sagrado com larga utilização em seus trabalhos de cura, pagelança e xamanismo.

Tudo que é sagrado traz o divino e as virtudes para nossas vidas, sempre que profanamos algo sagrado atraímos a dor e o vicio.” Assim o mesmo tabaco que cura em seu aspecto sagrado também vicia e traz a dor quando utilizado de forma profana. Industrializado no formato de cigarro o fumo traz além da nicotina mais de 4.250 outros agentes tóxicos, prejudicial a saúde, sendo causador de várias doenças e o câncer entre elas. Resultado do uso profano…

Algo muito parecido acontece com o Álcool que como “Bebida de Poder” atrai forças e poderes das divindades, também utilizado para curas. Dentro do conceito elemental, o fumo é o vegetal que traz o elemento terra e água, quando utilizado no fumo e defumação traz elemento ar e fogo. Resumindo, o fumo é uma defumação direcionada, que traz além do vegetal, os quatro elementos básicos (terra, água, ar e fogo) para trabalhos de magia prática. O Sopro por si só traz efeitos terapêuticos e espirituais muito valorosos e eficazes nos trabalhos de cura e limpeza, que somado ao poder das ervas é potencializado muitas vezes em resultados largamente vistos durante os trabalhos de Umbanda.

O Álcool é do elemento água, provindo de um vegetal (a cana), que se sustenta na terra, altamente volátil no ar e considerado o “Fogo líquido”, de fácil combustão. Tanto o Fumo quanto o Álcool são utilizados para desagregar energia negativa, queimar larvas e miasmas astrais, e no caso do Álcool para desinfetar e limpar no externo e no interno já que pode ser ingerido. Logo, as entidades de Umbanda não têm vício e nem apego a estes elementos, não bebem além de alguns poucos goles e nem tragam a fumaça que é manipulada apenas. Alguns guias chegam a cuspir em recipientes adequados, a famosa “caixinha”, que fica ao seu lado para neste ato evitar ao máximo a ingestão da nicotina e de outros elementos que não interessam para o trabalho e muito do que vêm pela química industrial. O Astral têm nos ensinado muitos recursos para evitarmos o uso de cigarros industrializados no Templo. No reino vegetal, temos ervas de várias propriedades, que quando combinadas e ativadas (queimadas) tornam-se grandes condutores energéticos, descarregadores, energizadores e equilibradores. Então, seguem algumas receitinhas: Façam charutos para caboclos com as seguintes ervas piladas: sálvia, alfazema e calêndula, pode ser enrolada na palha, o caboclo aceita esta receita que é muito boa e funciona tanto quanto um charuto bom e natural, sem a química.

Para preto velho faça o fumo de cachimbo com sálvia, alecrim, folha de café e urucum. Para Exu troque o cigarro comum por charutos ou cigarrilhas. Para Pomba Gira troque o cigarro por cigarrilha. Temos a opção para Exu, de pilar sálvia, cravo vermelho seco e levante, e para Pomba Gira, podemos usar sálvia, hibisco e rosa vermelha. Cabe a nós facilitarmos o trabalho das entidades. Erroneamente, algumas pessoas acreditam que Exu tem que beber garrafas de “marafo” (álcool, água-ardente, pinga), assim como baianos e outras linhas, pensam que marinheiro “enche a cara” e vêm embriagado, quando sua “embriagues” é a energia e a vibração do mar que ele traz. Os Guias manipulam estas bebidas onde temos para elas o nome de “curiador” (a bebida correta para cada linha de trabalhos), sendo assim:

. Caboclos bebem cerveja ou água de côco;

. Preto-velho bebe café e em alguns casos já presenciamos utilizarem vinho;

. Crianças bebem guaraná e suco de frutas, mas também presenciamos algumas que tomam outros tipos de refrigerante;

. Baianos bebem água de côco ou batida de coco;

. Boiadeiros bebem cerveja escura;

. Marinheiros bebem rum, e alguns bebem cerveja clara;

. Exu bebe a “marafo” (pinga). Alguns bebem whisky ou vinho, embora não seja comum já vimos alguns que bebem cerveja;

. Pomba-Gira bebe champagne ou sidra.

É imprescindível o “marafo” no trabalho de Exu, mas não para beber em demasia. A bebida é usada para manipulação magística, é colocada no ponto, na tronqueira, lavam os instrumentos, etc. No caso de Exu, sua vibração é mais densa, por isso, pode-se antes da incorporação, passar um pouco de pinga nas mãos, pés, testa e nuca, assim o médium sentirá sua vibração baixar, facilitando a conexão da incorporação.

Se numa determinada situação é preciso derrubar mais a vibração orgânica é onde possivelmente a entidade toma um golinho de “marafo”. Dependendo do trabalho, pode ser preciso ingerir mais, com a intenção de manipular e canalizar esta energia, nada além disso. Uma outra função da bebida, muito usado pelas linhas da direita é usá-los como o “Contraste”, usado pela medicina tradicional. Quando algum problema de ordem física está ocorrendo, eles magnetizam a bebida, tal como, vinho, água de côco, água pura, batida, etc., e pedem para o consulente ingerir uma pequena quantidade, aí eles conseguem visualizar outras coisas no organismo, é como um check-up mais apurado.

Mas atenção: Se tiver preto velho virando garrafas de vinho, baianos matando litros de batida, então algo está fora da doutrina e da educação mediúnica. Umbanda é Luz, e onde não houver bom senso e ética, não tem Umbanda.

√ POR RODRIGO QUEIROZ

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Sobre o autor: Umbanda No Peito

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