mar
21
2014

Incorporação: Sintomas

São alguns, os sintomas da mediunidade de incorporação. Éimportante conhecer estes sintomas, porque eles se manifestam independente dapessoa saber que é médium de incorporação, ou não. Muitas vezes, este médiumcomeça a se sentir um estranho no mundo, começa a se sentir ou ser chamado de“esquisito”, ou louco. Mas não somos loucos, somos médiuns de incorporação e existem diferenças claras entre loucura e mediunidade.

A pessoa que tem a mediunidade de incorporação latente,adormecida, não lapidada ou mal trabalhada, costuma apresentar alguns sintomas comuns. A grande maioria destes médiuns são muito sensitivos, com uma grandecapacidade de sentir o que outras pessoas estão sentindo, de sentir as doresalheias. Mas também podem sentir, ver e ouvir o que os outros não sentem, nãoveem e não ouvem. É comum que a mediunidade de incorporação seja acompanhada de outros dons mediúnicos.

Nesta realidade imaterial, tudo é energia, ainda que seja muito real e quase palpável para quem está percebendo oque os outros não percebem.

Alguns pensam que estão ficando loucos por não conseguirem explicar aos outros o que está acontecendo dentro de si, podendo se tornar em pessoas reclusas, introvertidas, estigmatizadas, marcadas e excluídas do convívio social. Se questionam se estão loucos por atraírem para si dores alheiasconhecidas e desconhecidas, mas, no fundo, sabem que isto não é loucura e, sim,um fenômeno mal explicado. Grande parte dos médiuns de incorporação tem esta capacidade de atrair, de puxar, a energia que acompanha as pessoas ou os ambientes.

Os sentimentos de dó, piedade e tristeza diante da dor e sofrimento alheio aumentam a capacidade de absorver as energias negativas e enfermiças do outro, o problema é não saber o que fazer com isso depois. Assim,muitos médiuns têm vontade de ajudar e inconscientemente sabem que podem ajudar, no entanto, não sabem como lidar com sua mediunidade e desconhecem recursos e técnicas para lidar com estas situações.

Da mesma forma, estes médiuns evitam encontrar pessoas muito negativas. O resultado é que, depois destes encontros, podem sentir enjoos,moleza pelo corpo, sonolência e outros tipos de mal-estar, como dores de cabeçafrequentes e até dores pelo corpo.

Nestes casos, quando procuram os médicos, os seus males não são diagnosticados e suas dores de cabeça não tem origem conhecida. Claro que não podemos confundir sintomas biológicos com desequilíbrios mediúnicos ou mediunidade mal trabalhada.

A grande diferença entre problemas físicos e sintomas mediúnicos é que, com o passar do tempo, o médium sabe que seus males são o resultado de uma situação dentro de um contexto, como encontrar alguém, ir a tal local ou ter passado nervoso.

É comum o médium de incorporação se sentir mal depois de desequilíbrios emocionais. Quando se desequilibra, o médium entra em uma sintonia baixa de vibração e abre seu campo mediúnico, mental e emocional para energias de carga negativa.

Quando está nesta vibração negativa, o médium também acaba sintonizando com espíritos negativos ou negativados como sofredores, espíritos perdidos e/ou revoltados.

O contrário também é verdade. Assim, a pessoa que temmediunidade de incorporação pode ficar muito vulnerável a influências externase, às vezes, acabar tendo um comportamento considerado bipolar. Mas a suamediunidade não deve ser desculpa para este comportamento. O médium deve procurarum equilíbrio interno para não ficar tão sujeito a estas influências externas.A mente deve assumir o controle da mediunidade. Uma pessoa equilibrada ecentrada não fica absorvendo cargas de todos os lugares por onde passa, mascaso isso venha a acontecer, não deve se desequilibrar, deve, sim, perceber queestá absorvendo energias negativas e aprender a descarregar-se e encaminharestas energias. A isto, chamamos de maturidade mediúnica, o quê é resultado de trabalho e educação mediúnica.

Por isso venho, há anos,afirmando que: não basta desenvolver a mediunidade de incorporação, não basta aprender a incorporar espíritos; é fundamental, preciso e necessário passar por uma educação mediúnica, ter cultura mediúnica, estudar e compreender o fenômeno, suas causas e efeitos. É imprescindível um trabalho deautoconhecimento, sentir o que acontece com você e adquirir técnicas para seautotratar, para se limpar energeticamente, descarregar cargas negativas eencaminhar espíritos que possam estar lhe perturbando.

 

√ POR ALEXANDRE CUMINO

Publicação no Jornal de Umbanda Sagrada | Ed. 156 | Abril/2013

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Sobre o autor: Umbanda No Peito

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